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Representatividade e a corrida do marketing

Written by REDdigital

29 de julho de 2020

A corrida do marketing das marcas para se adequar às mudanças constantes do mundo e aos discursos sociais.

Em meio a tantos casos de racismo, protestos e uma pandemia mundo afora, diversos negócios estão sendo obrigados a mudar a maneira de se posicionar no mercado. Portanto, a representatividade e a adaptação das marcas durante esse processo de mudanças têm sido visto como um enorme desafio para as agências de marketing digital. 

A polêmica mais recente,

de George Floyd, afro-americano que foi assassinado brutalmente por um policial branco, levantou uma série de questões sobre a discriminação e a luta contra a desigualdade racial.

Com isto,

as grandes marcas também tiveram que se posicionar e levantar a bandeira junto à população.

Representatividade das marcas

Por exemplo:

a HBO foi praticamente obrigada a excluir temporariamente do seu catálogo “E o vento levou”, um dos filmes que mais potencializam o preconceito e que gerou bastante polêmica entre os críticos de cinema e também na sociedade.

Estudos recentes já comprovaram que a nova geração de consumidores está mais preocupada em adquirir produtos e serviços com base em questões éticas, ambientais e sociais.

Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos,

87% dos americanos revelaram que comprariam algo de uma empresa que defendesse os mesmos valores que eles, enquanto 88% afirmaram que boicotaram a marca que se comportasse de maneira irresponsável.

 

Combate ao racismo e as marcas

A partir da repercussão dos últimos acontecimentos sobre racismo no mundo, marcas globais como:

  • Adidas
  • Nike
  • Netflix
  • Youtube
  • Disney

Todas se posicionaram em repúdio aos atos preconceituosos e reforçaram seu compromisso com a igualdade.

No Brasil,

as grandes empresas também usaram a presença digital para abraçar a luta contra o racismo pelo mundo. Com movimentos como #BlackOutTuesday e The Show Must Be Paused.

“Um grande propulsor para amplificar o debate foi o poder de propagação das redes sociais, ambiente virtual no qual os americanos são mais ativos”, comentou o Consultor de Diversidade Paulo Rogério Nunes, em entrevista.

Como já ficou claro, no mundo atual as marcas têm como dever se posicionar diante de situações de desigualdade ou racismo.

Diante disto,

profissionais de comunicação compartilharam com a equipe do Meio & Mensagem como essas empresas podem se aliar às lutas:

 

Ações Imediatas

Elas precisam representar os consumidores que são multiculturais, tem diversas origens e consomem seus produtos e não seria justo nesse momento tão importante ignorar os problemas da sociedade.

Realocação de recursos

Em tempos de crise e lutas antirracistas, há uma grande oportunidade para as marcas se fazerem presentes na sociedade ao oferecer recursos para projetos sociais e capacitação aos mais necessitados.

Apoio verbal

Além de um bom posicionamento ou nota de repúdio, as empresas têm que planejar ações práticas e traçar metas que demonstram com clareza o que farão para mudar o cenário.

 

Urgências da população negra, segundo Think with Google

Por outro lado, você já imaginou que para os negros a inclusão no mercado de trabalho pode ser algo mais urgente que a discussão do próprio racismo?

Em um estudo feito pelo Google em parceria com o Instituto Datafolha e a Mindset WGSN, foi possível perceber várias vertentes nesse mesmo contexto racial.

Na pesquisa,

foram ouvidos especialistas, criadores, estudiosos e pessoas de diferentes idades, classes sociais e regiões do país, todos negros.

De acordo com o Think With Google a expectativa é que esse conhecimento ajuda a diminuí a distância entre o que de fato importa e o que vem sendo debatido.

Além disso,

pode ser uma ótima oportunidade para as marcas repensarem seus posicionamentos e assim exercer papéis de construção de pontes e transformações.

Veja abaixo:

Um dos primeiros pontos que foram revelados no levantamento, é que cerca de 46% das pessoas se autodeclaram como pretas ao IBGE quando incluíram essa opção na pesquisa.

Ou seja,
isso demonstra que elas estão mais propensas a se declarar como negras do que pretas ou pardas.
Além disso,

ficou claro que os motivos para essa escolha vão muito além do fenótipo e da cor da pele. Se autodeclarar negro intensifica a valorização da própria herança e envolve orgulho, senso de pertencimento e resgate da autoestima.

Diante de tantos dados importantes, uma das descobertas do estudo chamou bastante atenção.

Para as pessoas que foram entrevistadas, existem alguns assuntos que deveriam ser tratados com urgência na sociedade tanto quanto outros que estão sendo discutidos no momento.

 representatividade_no_marketing2

De acordo com eles, 5 temas são fundamentais e devem receber focos de conscientização e ações de marketing:

1 – Inclusão do mercado de trabalho

2-  Racismo estrutural / Institucional

3 – Feminismo negro

4 – Genocídio

5 – Políticas afirmativas

Com base na pesquisa, o Google separou ainda 4 maneiras de como sua marca pode contribuir para uma maior inclusão e representatividade.

Confira:

Protagonismo Negro

Se for lançar uma campanha nova, pense na proporção entre as pessoas brancas e negras envolvidas em todo processo, isso vai de produção ao casting.

A proporcionalidade é uma questão que vai além do equilíbrio numérico.

Neste caso, se relaciona também com os perfis que mais têm espaço em comparação aos que menos se sentem inseridos.

Comportamento vigilante positivo

É preciso discutir comportamentos e ações racistas normalizadas entre amigos, familiares, colegas de trabalho e funcionários e tornar isso uma prática diária. Levar esse debate para um comitê dentro da sua empresa é algo muito importante e inclusivo.

Cultura Revisitada

Alguns processos e maneiras de agir dentro da empresa devem ser repensados, dando espaço para a contribuição de indivíduos diversos e permitindo a todos que desenvolvam novos hábitos.

Equipe diversa e inclusiva

Uma pesquisa feita em seis países, incluindo o Brasil, mostrou que ter equipes com líderes etnicamente diversos aumenta em 33% a possibilidade da empresa superar seus pares em lucratividade.

O ímpeto neste caso é social, mas os argumentos também podem vir dos resultados de negócios.

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Não se trata apenas de cor

Em suma,

embora as diferenças raciais, étnicas e de gênero sejam geralmente as primeiras definições levantadas em campanhas para determinados grupos, existem outros pontos da diversidade e desigualdade que devem ser questionados pelas marcas.

Portanto,

mesmo que haja um planejamento entre as equipes de marketing das empresas com relação a algum posicionamento político social, é necessário o levantamento de questões dentro do próprio time, pois isto pode ajudar a construir toda estratégia até chegar ao consumidor final.

 

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